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O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, voltou a ser julgado nesta segunda-feira (10) pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A sessão avaliava o recurso da Procuradoria do tribunal contra a decisão anterior, que havia condenado o jogador a 12 jogos de suspensão e a uma multa de R$ 60 mil, em setembro deste ano.

No entanto, o julgamento foi interrompido após o auditor Marco Aurélio Choy pedir vista — ou seja, mais tempo para analisar o caso antes de emitir seu voto. Com isso, a sessão foi adiada e será retomada na próxima quinta-feira (13), às 15h (de Brasília), sendo a única pauta do dia.

Até o momento da interrupção, apenas o auditor Sérgio Furtado Filho, relator do processo, havia votado. Ele se posicionou pela absolvição de Bruno Henrique no Artigo 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) — que trata de atuar de forma contrária à ética desportiva para influenciar o resultado de uma partida.

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Apesar disso, o relator defendeu a manutenção de uma penalização ao jogador, propondo uma multa maior, de R$ 100 mil, com base no Artigo 191 do CBJD, que fala sobre descumprimento de obrigações legais ou regulamentares.

A votação, portanto, foi interrompida com apenas um voto computado, restando ainda oito auditores a se pronunciarem na retomada da sessão.

📜 Relembre o primeiro julgamento

Em 4 de setembro, Bruno Henrique havia sido condenado pelo STJD à suspensão de 12 partidas e à multa de R$ 60 mil. A Procuradoria recorreu da decisão, pedindo uma punição mais severa.

O caso está relacionado à acusação de que o atacante teria forçado um cartão amarelo em uma partida contra o Santos, válida pelo Brasileirão de 2023, supostamente com o intuito de beneficiar apostadores.

Durante o julgamento anterior, o jogador foi absolvido no Artigo 243 (atuar deliberadamente de modo prejudicial à equipe que defende), mas condenado no Artigo 243-A, por atuar de forma contrária à ética desportiva.

Na ocasião, os auditores Alcino Guedes, William Figueiredo, Carolina Ramos e o presidente Marcelo Rocha votaram pela punição de 12 jogos de suspensão, enquanto Guilherme Martorelli propôs a aplicação apenas de multa de R$ 100 mil.

⚖️ O episódio que gerou a denúncia

O lance que originou o processo aconteceu nos acréscimos do segundo tempo do jogo entre Flamengo e Santos, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Após uma falta cometida em Soteldo, o atacante foi advertido com cartão amarelo e, em seguida, expulso após reclamar de forma acintosa com o árbitro Rafael Klein.

Posteriormente, uma investigação da Polícia Federal, iniciada em novembro de 2024, apontou possíveis apostas suspeitas relacionadas à punição do jogador. Conversas extraídas do celular de Wander, irmão de Bruno Henrique, indicavam que o atleta teria antecipado a intenção de receber o cartão, já que estava pendurado.

As apostas feitas por familiares e amigos levantaram suspeitas das casas de apostas, que identificaram um volume atípico de palpites envolvendo o cartão de Bruno Henrique naquela partida. As informações colhidas pela PF deram origem ao processo também na esfera desportiva.

⚽ Próximos compromissos do Flamengo

Enquanto aguarda o desfecho do caso no STJD, Bruno Henrique segue com futuro incerto. O Flamengo tem os seguintes compromissos nas próximas rodadas do Brasileirão:

  • Sport x Flamengo – 15/11, às 18h30 (de Brasília)

  • Fluminense x Flamengo – 19/11, às 21h30 (de Brasília)

  • Flamengo x Red Bull Bragantino – 22/11, às 21h30 (de Brasília)

O resultado do julgamento na próxima quinta-feira será determinante para saber se o ídolo rubro-negro estará plenamente liberado para atuar ou se seguirá suspenso e multado.