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O "BERÉ" ESTÁ INCHANDO NO CRUZEIRO

Itair Machado, do Cruzeiro, ainda tem um mandado de busca e apreensão pessoal — Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Itair Machado e Wagner Pires de Sá não foram encontrados em residências no dia da operação.

Há um mandado de busca e apreensão pessoal pendente para Itair na operação. Em tese, o dirigente tem um prazo de 30 dias para se apresentar e entregar os pertences à Polícia Civil. Mas a eficácia da medida ficou comprometida, uma vez que o que se pretendia era apreender o celular que o dirigente naquele momento. Nessa quarta, Itair foi afastado do cargo de vice-presidente de futebol do Cruzeiro pela Justiça.

Quando os membros da Polícia Civil chegaram à residência de Itair Machado, pouco depois das 6 horas da manhã, o dirigente não estava no local.

A mesma situação ocorreu com o presidente Wagner Pires de Sá. Quando esteve na casa do mandatário cruzeirense, ele não estava no local. A cama do presidente estava intacta, dando sinais de que não havia sido usada naquela noite.

Estava presente, apenas, a esposa de Wagner Pires de Sá, Fernanda São José, que atendeu os policiais.

Wagner Pires de Sá também não foi encontrado em casa no momento da operação — Foto: Vinnicius Silva
Wagner Pires de Sá também não foi encontrado em casa no momento da operação — Foto: Vinnicius Silva
                              

Wagner Pires foi encontrado apenas horas depois do início da operação, quando teve os celulares apreendidos. Quem também teve os aparelhos telefônicos recolhidos foi o diretor-geral do Cruzeiro, Sérgio Nonato. O único dos três que manteve-se em sua residência.

Um inquérito policial apura se os dirigentes do Cruzeiro cometeram crimes como, falsificação de documentos, apropriação indébita, desvios de recursos do clube e lavagem de dinheiro.

Balanço da operação

Na última terça-feira, além da residência dos dirigentes, cerca de 100 pessoas da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão na sede administrativa do Cruzeiro, nos centros de treinamento do Cruzeiro, na sede da torcida organizada Máfia Azul e em outros endereços de empresas e empresários ligados ao clube.

Foram apreendidos documentos, computadores, celulares e outros equipamentos de interesse para a investigação.

As possíveis irregularidades foram apontadas pelo Fantástico e GloboEsporte.com no último dia 26 de maio, a partir do acesso a balancetes do Cruzeiro, referentes ao ano passado, e também a partir do acesso a mais de 200 páginas de documentos, incluindo contratos, sendo um deles realizado com o empresário Cristiano Richard dos Santos Machado, no qual o Cruzeiro cedeu parte dos direitos econômicos de 10 jogadores, incluindo um menor de 11 anos – Estevão William, o Messinho – como forma de pagamento de um empréstimo de R$ 2 milhões.

FONTE: GLOBO ESPORTE

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