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MERCADO DA BOLA: ZAGUEIRO GIL É O NOVO REFORÇO DO CORINTHIANS


Gil fala em gratidão por voltar para casa e assegura permanência no Corinthians em 2020

O Corinthians apresentou para a imprensa nesta sexta-feira o zagueiro Gil, que foi anunciado como reforço na semana passada e que, desde terça-feira, já treina com os companheiros. Aos 32 anos, o jogador assinou um contrato de seis meses com o Corinthians, mas já tem acordo de mais três anos alinhavado com o clube.

Em entrevista coletiva, ele explicou a situação, que se trata de uma jogada contábil do Timão. O zagueiro deixou claro o desejo de continuar no clube em 2020.

– Os seis meses são pelo tempo restante na China, mas minha permanência está garantida no ano que vem. Fui procurado (por outros clubes). Depois que consegui a liberação, tinha dado a palavra ao presidente (Andrés Sanchez) de que voltaria para cá. Decidi voltar para o Corinthians. Falei que, voltando ao Brasil, eu voltaria ao Corinthians, porque me senti muito bem aqui na primeira passagem e sou grato ao clube – disse Gil.

Zagueiro do Corinthians entre 2013 e 2015, Gil acumulou 184 jogos em sua primeira passagem pelo clube, quando foi campeão brasileiro (2015) e acabou sendo negociado com o Shandong Luneng. O acordo com o Timão foi costurado nos últimos meses e concluído no início de julho.

A motivação foi a vontade de jogar novamente no Corinthians, se sentir em casa novamente. Construí uma história muito bonita na China, mas chegou a hora de sentir novamente prazer em jogar futebol. Foram três anos difíceis. Os jogadores do Corinthians ficaram mandando mensagens. Voltei para ser feliz novamente, voltei para casa, para uma torcida que me acolheu super bem.

Ídolo da torcida, Gil chega para ser titular. Nesta semana, o técnico Fábio Carille escalou o jogador na vaga de Henrique na defesa, formando a zaga titular com Manoel. A reestreia vai acontecer neste domingo, às 16h (de Brasília), diante do CSA, na Arena Corinthians, pelo Brasileirão.

– Chego para ajudar, não para atrapalhar. A gente fica um pouco surpreso (de já ser titular), mas somos um grupo. O Henrique tem uma história no futebol, o Manoel também, e quem o professor escolher vai se dar bem. Já falei com o Henrique, falo também com o Manoel, e não tem problema nenhum.

Confira na íntegra a apresentação do zagueiro Gil:


Dinheiro na China x felicidade no Brasil

– O mais importante é voltar a ser feliz. Tinha uma proposta de renovação por mais um ano, e falei pro presidente que se fosse pra não ser feliz, não valeria. Foi uma relação de muito respeito. A decisão estava tomada e nada ia me fazer voltar atrás.

Futebol chinês

– Muito se fala sobre o futebol alternativo, como muitos dizem, mas vai de cada jogador. Na China, me preparei sempre, fazendo trabalho por fora, e isso me ajudou muito. Joguei todos os jogos esse ano. O mais importante agora é pegar entrosamento o mais rápido possível, mas conheço a maioria dos jogadores.

Gratidão no Corinthians

– É bom sentir esse carinho, esse apoio. A primeira passagem foi muito boa, e espero continuar fazendo meu melhor trabalho. Tem que vestir a camisa com amor. Espero dar continuidade ao meu trabalho, ajudar bastante meus companheiros e me integrar o mais rápido possível. A responsabilidade é grande, mas estou preparado para isso.

Situação do Timão na temporada:

– O grupo é muito bom. Temos que continuar trabalhando. Os jogadores são trabalhadores. Temos Ralf, Cássio, Fagner, um grupo que sempre busca o melhor. Vou tentar me entrosar o mais rápido possível para, jogo a jogo, ir fazendo o melhor.

– Temos uma sequência de três jogos em casa. Temos que trabalhar forte para vencer os jogos. Temos uma sequência boa para ajustar algumas coisas e crescer no Brasileiro e na Sul-Americana.

Dupla com Manoel:

– Sinceramente, não me vejo como ídolo no Corinthians. Pela história, pelos três anos lá atrás, foi importante. Voltei para reescrever um pouquinho dessa história. Espero que dê certo, com o Manoel ou com quem jogar.

Camisa 26 e seleção brasileira

– A camisa 26 eu não sei o porquê, não. (Risos) Não tenho vaidade em relação a isso. Sobre Seleção, o primordial é o clube. Meu primeiro pensamento é no clube. Não sabemos o dia de amanhã. Espero, sim, voltar a vestir a camisa da Seleção, mas é o trabalho no clube que abre a porta na Seleção, como com o Cássio e o Fagner.

Empenho com a forma física e reconhecimento dos companheiros


– É gratificante sair de um lugar e ser reconhecido pelo trabalho. Esses três anos e meio me ajudaram bastante. Espero que todos os companheiros tenham essa mentalidade. Vi comprometimento de todos e tenho certeza de que todos vão se empenhar ao máximo.

FONTE: GLOBO ESPORTE

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